É sempre bom lembrar que foram os trabalhadores e trabalhadoras organizados em sindicatos que conquistaram, com muitas greves e mobilizações, os principais direitos trabalhistas que temos hoje. Agora, é o sindicato que pode nos defender da onda de retirada dessas conquistas.

STSPMP - sobre o sindicato

A história do povo brasileiro é uma história de luta sem fim: desde os povos indígenas, que batalharam pela sobrevivência contra os invasores; o povo negro, vindo da África, que enfrentou a escravidão; os camponeses, que exigiram um pedaço de terra para sobreviver. Essa foi a tônica de nosso país em seus primeiros quatro séculos de violenta existência. A partir de meados do século passado, outros setores explorados entraram em cena: os trabalhadores urbanos. Se os indígenas tinham suas aldeias; os negros, seus quilombos; os camponeses, suas ocupações; os trabalhadores urbanos logo organizaram sua própria ferramenta de luta, os sindicatos.

Foi a partir da luta dos sindicatos, com muitas greves e mobilizações, que o governo, em meados de 1930, foi obrigado a criar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Previdência Social. Jornada de 44 hora semanais, 13º salário, férias remuneradas, aposentadoria. Tudo isso é resultado da luta dos que vieram antes de nós. Isso sem falar na importância dos sindicatos para o fim da ditadura militar, que reprimia as greves e mobilizações dos trabalhadores. A estabilidade e a própria autorização para servidores públicos criarem sindicatos também só vieram com a redemocratização em 1988.

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Por outro lado, para as elites brasileiras, os sindicatos sempre foram um problema. Quanto mais direitos, menos lucros para os poderosos. E quem defende mais direitos? Os sindicatos… É só pensar que a reforma trabalhista, aprovada em 2016, não apenas desconfigurou a CLT, mas também atacou frontalmente a estrutura sindical, ou seja, a resistência.

Quem quer defender direitos trabalhistas, sejam regulados em Brasília ou Paulínia, é no sindicato que deve estar. Venha somar forças pela efetivação dos direitos, por condições de trabalho, valorização salarial, aposentadoria e muito mais. A história mostra que só há resultado com união e mobilização. Todos nós somos responsáveis por um sindicato combativo.

Juntos somos mais fortes!